O sagrado Kamasutra

Muito além de um mero livro pornográfico, o Kamasutra, escrito no século II, é uma obra sagrada. O que a maioria conhece é o Kamasutra, do autor Vatsyayana, apresentado através de um “marketing pornô”, que trata apenas das posições sexuais da obra que, por sinal, representam apenas um capítulo do livro. O que poucos sabem, no entanto, é a concepção do Kamasutra como um manual sobre desejo e prazer, um verdadeiro tratado, sensualmente conduzido, sobre a arte de amar.

A obra, um clássico indiano, ganhou espaço no Ocidente após a primeira tradução para o inglês feita por Richard Francis Burton e Foster Arbuthnot, no século 19. Daí por diante, “Vatsyayana Kama Sutra”, ou “Aforismos Sobre o Amor”, tornou-se conhecida no mundo inteiro. Agora, o Brasil terá a primeira versão integral traduzida diretamente do sânscrito, que chega ao país pela Editora Tordesilhas e com ilustrações de Alfredo Benavídez Bedoya. São dez capítulos e 96 páginas que tratam sobre abraços, beijos, e entre outros temas. O livro do prazer no apresenta, assim, toda a sensualidade e o erotismo oriental.

A obra milenar fala, ainda, sobre desejo e “as pessoas do terceiro sexo”, como o autor denominou os homossexuais. Dessa maneira, o Kamasutra transcende a áurea meramente erótica e carnal e atinge o patamar do amor e da sensualidade entre os seres humanos. Hoje, as livrarias oferecem um leque de possibilidades criadas a partir do Kamasutra, como manuais superilustrados e vídeos que, incansavelmente, exploram as posições sexuais apresentadas na obra. No entanto, sabe-se que a obra indiana não se limita a essa percepção pornográfica. O livro secular e sagrado tornou-se um tratado dos prazeres, essencial para quem busca compreender o amor em suas diversas formas e se aprofundar no universo cultural e sexual que se pode encontrar no Kamasutra.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

Convite – Lançamento do livro de Tânia Carneiro Leão

Guadalajara homenageia o Brasil em 2012

O maior evento do mercado editorial de língua hispânica, a Feira Internacional de Literatura de Guadalajara (FIL), cuja última edição teve fim no dia 4 de dezembro, em 2012 irá prestar uma homenagem ao nosso país. Para isso, dedicará um ciclo da próxima edição à literatura brasileira contemporânea.

A Feira deverá levar escritores e editoras nacionais para representar o país e aumentar a participação da nossa terra nesse importante evento literário. Além disso, é objetivo da organização da FIL estimular a inscrição do setor editorial brasileiro no programa de traduções do Ministério da Cultura. É uma excelente oportunidade de democratizar a boa literatura produzida no Brasil e, claro, conhecer e dialogar com novas culturas.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

Agradecimentos de Marcos Vilaça

Em carta, o escritor e advogado Antônio Campos recebeu do amigo Marcos Vinicios Vilaça, atual presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), os agradecimentos pelo apoio e prestígio que lhe foi dado durante o exercício presidencial frente à Academia. Em 2012, Vilaça, que presidiu a ABL nos anos de 2006, 2007, 2010 e 2011, passa o cargo para a escritora Ana Maria Machado.

E-books para o Brasil

A Amazon e a Google Books, gigantes do mercado de e-books, estão de olho nas editoras brasileiras. Até o final do ano, a Amazon irá desembarcar no país para uma rodada de negociações com o ramo editorial do Brasil. O objetivo do grupo é instalar-se por aqui até abril de 2012.

Os e-books, que ainda não vingaram no Brasil, poderão abrir um novo leque de opções para os leitores-internautas. É uma grande chance para tornar o mundo virtual um espaço mais culto e repleto de conhecimento, além de tornar a literatura ainda mais acessível.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

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