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	<title>Antônio Campos - Blog</title>
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		<title>Notícia &#124; Lançamento de Diálogos Contemporâneos</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 22:53:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos Contemporâneos]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Diálogos Contemporâneos na Casa do JB
Entre os dias 4 e 8 de agosto as ruas de Paraty, no Rio de Janeiro, serão tomadas pela literatura mundial. Este ano a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – vai homenagear o sociólogo, antropólogo e escritor pernambucano Gilberto Freyre.
O autor de Casa Grande Senzala é um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><big><strong>Diálogos Contemporâneos na Casa do JB</strong></big></p>
<p>Entre os dias 4 e 8 de agosto as ruas de <strong>Paraty</strong>, no Rio de Janeiro, serão tomadas pela literatura mundial. Este ano a <strong>Flip – Festa Literária Internacional de Parat</strong>y – vai homenagear o sociólogo, antropólogo e escritor pernambucano <strong>Gilberto Freyre</strong>.</p>
<p>O autor de <em>Casa Grande Senzala</em> é um dos maiores defensores da democracia racial e da miscigenação. Foi com o objetivo de levar aos leitores, não só do Brasil, mas do mundo a importância do pensamento de Gilberto Freyre que o <strong>Jornal do Brasil</strong> e a <strong>Editora Carpe Diem</strong> se uniram para montar uma programação voltada para o pernambucano que, este ano faria 110 anos. Todas as atividades desenvolvidas no espaço serão transmitidas pelo site do <strong>JB Online</strong>.</p>
<p>O espaço conhecido como <strong>Casa Jornal do Brasi</strong>l terá várias atividades de incentivo a leitura e aos pensamentos do pernambucano. A<strong> Carpe Diem</strong> lançará dois livros ao longo do evento.  Uma das obras que serão lançadas no evento será o livro <em>A Modernidade nos Trópicos: Gilberto Freyre e os Debates em Torno do Nacional</em>, de <strong>Valéria Costa e Silva</strong>. </p>
<p>O livro <em>Carpe Diem – Diálogos Contemporâneos</em>, escrito pelo advogado, escritor e curador da Fliporto, Antônio Campos, também compõe a programação do espaço que terá ainda exposições fotográficas, degustações, música e palestras em torno da temática de Freyre. A obra publicada recentemente reúne 20 artigos escritos entre os meses de fevereiro e junho de 2010 para o Jornal do Brasil.</p>
<p>Acesse o link: <a href="http://app.jb.com.br/flip2010">Casa Jornal do Brasil na Flip</a></p>
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		<title>Notícia &#124; Lançamento de livro</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 22:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Lançamento do livro A vida das árvore

No próximo dia 14 de agosto a jornalista e escritora Mariana Arraes vai lançar seu livro A Vida das Árvores. Publicado pela Editora Carpe Diem, o título reúne 33 poesias escritas pela autora desde a década de 80.O lançamento oficial da publicação será realizado na Livraria Jaqueira, a partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/27070-MARIANA-ARRAES.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-223" title="Mariana Arraes" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/27070-MARIANA-ARRAES.jpg" alt="" width="282" height="381" /></a><br />
<strong><big>Lançamento do livro A vida das árvore</big><br />
</strong><br />
No próximo dia 14 de agosto a jornalista e escritora Mariana Arraes vai lançar seu livro <em>A Vida das Árvores</em>. Publicado pela <strong>Editora Carpe Diem</strong>, o título reúne 33 poesias escritas pela autora desde a década de 80.O lançamento oficial da publicação será realizado na <strong>Livraria Jaqueira</strong>, a partir das 17h, com apoio do <strong>Instituto Maximiano Campos</strong> (IMC).</p>
<p>Os poemas escritos em inglês e português descrevem fases e sensações vividas pela escritora. Na obra é possível encontrarmos sehntimento nostálgico, uma vez que descreve através de palavras momentos da história da pernambucana.</p>
<p>Um exemplo é o texto &#8220;Movimento Azul&#8221;, em que Mariana descreve a emoção que sentiu ao perceber o movimento das árvores e as flores do parque em cidades de todo o mundo. O livro é uma maneira sutil de retratar sentimentos de saudade e alegria. Além de relembrar momentos importantes de um passado próximo.</p>
<p>No prefácio do livro, escrito pelo professor de literatura <strong>Lourival Holanda</strong>, a obra da escritora é vista como emblemática, firme e, ao mesmo tempo, sentimental. O estudioso acredita que através da poesia é possível transformar as pessoas e a visão de mundo da sociedade. “Os textos de Mariana dão ênfase às coisas que a realidade aparente esconde. A vida das árvores revitaliza em nós a atenção ao verdor da vida”, afirmou Holanda.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Lançamento do livro <em>A Vida das Árvores</em><br />
Quando: 14 de agosto, na Livraria Jaqueira<br />
Hora: às 19h</p>
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		<title>Artigo &#124; Santiago de Compostela</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 23:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Oiticica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago de Compostela]]></category>

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		<description><![CDATA[
Caminhos peregrinos: uma jornada rumo ao coração
No último dia 25 de julho foi comemorado o Jubileu Apostólico. A data, criada pelo Papa Calixto em 1221, leva milhares de pessoas ao percurso de Santiago de Compostela. É uma antiga rota de peregrinação que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/caminho-de-santiago-de-compostela-3209-40.jpg"><img src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/caminho-de-santiago-de-compostela-3209-40.jpg" alt="" title="caminho-de-santiago-de-compostela-3209-40" width="555" height="350" class="alignnone size-full wp-image-219" /></a></p>
<p><big><strong>Caminhos peregrinos: uma jornada rumo ao coração</strong></big></p>
<p>No último dia 25 de julho foi comemorado o <strong>Jubileu Apostólico</strong>. A data, criada pelo <strong>Papa Calixto</strong> em 1221, leva milhares de pessoas ao percurso de <strong>Santiago de Compostela</strong>. É uma antiga rota de peregrinação que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Compostela, no oeste da Espanha. Segundo uma antiga tradição, o apóstolo Tiago, após a dispersão dos apóstolos pelo mundo, teria ido pregar a palavra de Jesus em regiões ocidentais, mas ao voltar à Palestina teria sido preso e morto. Dois de seus discípulos levaram seus restos para o ocidente, mais especificamente na cidade espanhola de Iria Flávia, onde o sepultaram secretamente no bosque de<strong> Libredón</strong>.</p>
<p>O local permaneceu secreto durante 800 anos, mas as pessoas que viviam próximas ao lugar começaram a observar um fenômeno, no mínimo, estranho. Diz a tradição que todas as noites estrelas caiam no bosque, criando uma forte luminosidade. O bispo de Iria Flávia então iniciou escavações no local para investigar os motivos do fenômeno, e foi ai que encontraram uma caixa de mármore com os restos do santo. Quando o fato se tornou público pessoas começaram a ir ao lugar para conhecer o sepulcro. Começou assim o <strong>Caminho de Santiago</strong> de Compostela, que, na realidade, são vários caminhos que levam a Santiago. Desde o século IX, homens e mulheres partem de suas cidades tendo como destino aquele lugar sagrado.</p>
<p>Hoje em dia milhares de pessoas de todas as idades continuam percorrendo esse antigo trajeto. Alguns buscam respostas e força para questionamentos pessoais, alguns por um espírito cristão e outros apenas por aventura, afinal são 800 km de estrada. Paisagens como florestas, cidades históricas, templos religiosos, rios, lagos e antigas construções compõem a mágica viagem. Quando realizei minha peregrinação pelo Caminho de Santiago, em 2005, pude perceber que aquele local tem uma atmosfera diferente de todas aquelas que já presenciei. <strong>Durante a caminhada refleti sobre vários aspectos da minha vida. Descobri naquele percurso que é possível descobrir a verdade do coração.</strong></p>
<p>Hoje, mais de 200 mil pessoas viajam todos os anos pelo norte da Espanha na peregrinação religiosa. Caminhando, de bicicleta ou a cavalo, a viagem é sempre emocionante. A popularização da peregrinação, não só no Brasil, mas em todo o mundo, deve-se muito ao escritor <strong>Paulo Coelho</strong>, que no livro <em>O Diário de Um Mago</em> detalhou a emoção de sua peregrinação pelos campos espanhóis. O escritor, casado com a pintora <strong>Christina Oiticica</strong>, autora da obra <em>Caminho Peregrino</em> – livro em que relata sua viagem de quase dois anos pelas estradas da Espanha -, acredita, assim como eu, que o caminho de Santiago de histórias seculares, sonhos, ilusões e esperança, serve como uma estrela guia na vida de qualquer pessoa para descobrir a verdade do coração. </p>
<p><strong>Antônio Campos</strong> | <em>Advogado e Escritor</em><br />
<a href="camposad@camposadvogados.com.br">camposad@camposadvogados.com.br</a></p>
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		<title>Artigo &#124; A solidão  na era da internet</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 20:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Bakas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[A SOLIDÃO NA ERDA DA INTERNET
A futurologia, como o nome já diz, é a ciencia que estuda o futuro das pessoas nas mais diversas áreas de atuação. Desde a sociologia até o marketing, essa ciência tem forte influência nas decisões que são tomadas dentro da área. O que vai haver no mundo daqui a alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><big>A SOLIDÃO NA ERDA DA INTERNET</big></strong></p>
<p>A futurologia, como o nome já diz, é a ciencia que estuda o futuro das pessoas nas mais diversas áreas de atuação. Desde a sociologia até o marketing, essa ciência tem forte influência nas decisões que são tomadas dentro da área. O que vai haver no mundo daqui a alguns anos e como vão se comportar as pessoas são alguns aspectos estudados pelos futurólogos. Um deles é o descendente de indianos Adjiedj Bakas, que nasceu no Suriname, mas vive atualmente na Holanda, onde se tornou um autor de sucesso.</p>
<p>Bakas, que é  considerado um “homem do mundo”, tem como característica principal identificar aspectos espirituais, econômicos, tecnológicos e ambientais dentro da sociedade. É considerado um dos maiores trendwatchers da atualidade, pois dedica sua vida a pesquisas, análises e monitoramento das grandes tendências sociais do futuro.</p>
<p>Autor de vários best-sellers como Vivendo sem Petróleo e Além da Crise, Bakas une informações sólidas e dados estatísticos de maneira leve. Integrante do gênero literário considerado “futurista” ele é conhecido pelas palestras que profere ao redor do mundo. Na última semana, o futurólogo esteve em Recife para falar sobre a evolução do amor ao longo de gerações e sobre as novas tendências ligadas à religião e espiritualidade.</p>
<p>No evento, realizado pelo Instituto Maximiano Campos, o autor de O Futuro do Amor e O Futuro da Fé falou sobre as quatro tendências mais fortes na contemporaneidade. Segundo Bakas, a economia mundial, de uns anos pra cá, está se fundindo. O cartão de crédito cada vez mais utilizado por nós, vai fazer com que as grandes moedas se tornem apenas uma. Outra “previsão” feita pelo estudioso é que, dentro de alguns anos, as 20 cidades mais influentes do mundo vão dominar a economia mundial. Cidades como São Paulo, Nova Iorque e Tóquio serão o centro do mundo financeiro. Elas terão autonomia de mercado e não dependerão mais dos Estados.</p>
<p>Outro interessante ponto tratado pelo escritor foi uma maior mistura entre as várias religiões existentes. Segundo Bakas o aumento do nível intelectual das pessoas e o surgimento de novos conceitos religiosos originários de países multiculturais podem levar ao declínio das religiões hegemônicas do mundo. Novas abordagens religiosas regionais vão surgir. As religiões de regiões ou países específicos misturadas com ideias ligadas à natureza e ao clima vão dar início a uma nova forma de fé. A “Fé Verde”, como foi chamada pelo autor no seu livro O Futuro da Fé, será a crença mais próxima às questões ambientais da atualidade e tende a crescer em importância.</p>
<p>No cenário tecnológico vivido por nós no século XXI, o avanço de programas de computadores e o acesso à internet têm transformado as pessoas em seres cada vez mais isolados, o que é um paradoxo. Vivemos hoje em uma aldeia global e, mesmo assim, nos sentimos muitas vezes completamente sós. Quanto maior o grupo social que pertencemos, mais sozinhos parecemos estar. Os meios de comunicação, ao mesmo tempo em que nos aproximam do resto do mundo, nos tornam seres individualizados e solitários. Isso se dá pelo imediatismo com que as informações chegam a nós através da grande rede. As pessoas preferem o contato rápido pela internet aos antigos encontros realizados pessoalmente. Os encontros agora estão sendo realizados virtualmente. Isso gera um problema social, pois sem o contato físico entre os homens ficamos distantes uns dos outros. Seres isolados dividindo um espaço em comum: o planeta. A solidão é um grande problema do presente e tende a ser um problema ainda maior no futuro.</p>
<p><strong>Antônio Campos</strong> | <em>Escritor e Advogado</em><br />
<a href="camposad@camposadvogados.com.br">camposad@camposadvogados.com.br</a></p>
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		<title>Fotos &#124; Palestra de Adjiedj Bakas</title>
		<link>http://www.antoniocampos.com.br/blog/fotos-palestra-de-adjiedj-bakas/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 18:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado estivemos todos reúnidos com o autor indiano Adjiedj Bakas que realizou palestra na livraria cultura. Sua obra abre um novo paradigma sobre a condição contemporânea.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado estivemos todos reúnidos com o autor indiano Adjiedj Bakas que realizou palestra na livraria cultura. Sua obra abre um novo paradigma sobre a condição contemporânea.</p>
<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/98972-Livraira-Saraiva.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-207" title="98972-Livraira Saraiva" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/98972-Livraira-Saraiva.jpg" alt="" width="493" height="370" /></a></p>
<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/98972-Oficina-do-Sabor-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-208" title="98972-Oficina do Sabor 2" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/98972-Oficina-do-Sabor-2.jpg" alt="" width="493" height="370" /></a></p>
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		<title>Artigo &#124; Carlos Pena Filho</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Carloes Pena Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[SAUDADE DO POETA DA COR
No último dia 1° de julho estivemos há exatos 50 anos da morte do escritor pernambucano Carlos Pena Filho. O poeta, que nasceu no Recife em 17 de maio de 1928, faleceu em um acidente de carro ao lado de seu amigo José Francisco de Moura Cavalcanti. Pouco antes, meu padrinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><big><strong>SAUDADE DO POETA DA COR</strong></big></p>
<p>No último dia 1° de julho estivemos há exatos 50 anos da morte do escritor pernambucano <strong>Carlos Pena Filho</strong>. O poeta, que nasceu no Recife em 17 de maio de 1928, faleceu em um acidente de carro ao lado de seu amigo <strong>José Francisco de Moura Cavalcanti</strong>. Pouco antes, meu padrinho de crisma, o advogado Syleno Ribeiro, chegou a entrar no mesmo veículo, mas saiu antes do ocorrido. Estudou o primário e o ensino fundamental em Portugal, pois era filho de portugueses. </p>
<p>Assim como eu, formou-se Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e descobriu logo cedo sua paixão pela literatura. Com apenas 19 anos já demonstrava a habilidade com letras de música e poemas. Em 1947 publicou, no Diário de Pernambuco, o soneto Marinha. Era o primeiro de vários que viria a lançar nos suplementos dos jornais nordestinos e em publicações do Sul e Sudeste brasileiro. Carlos Pena Filho era considerado uma das grandes promessas da poesia nacional. Suas primeiras obras foram reunidas e publicadas no livro O tempo de busca. Profundamente telúrico, inspirou-se na literatura de cordel e escreveu um longo poema chamado Memórias do Boi Serapião. O escritor de A vertigem lúcida e Livro Geral fazia parte de uma geração ligada diretamente à arte e atuante na vida política e literária do País. </p>
<p>Em suas obras é possível perceber a personificação da natureza, objetos, paisagens e até de obras de arte, tudo ganhava vida e cor ao toque dos pincéis de letras de Carlos Pena Filho, como no poema Fazendo Nova: “Vistas de longe, essas pedras/ de irregulares tamanhos/ são lembranças renascidas/ de abandonados rebanhos.” Em Soneto Raspado das Telas de Aloísio Magalhães, a inspiração alcança o azul, a cor vertical de suas obras: “Aquém do sonho e além dos movimentos/ uma nesga de azul perdeu as asas. / Quem a invadir, invade os próprios ventos/ que varrem mares e entram pelas casas.” </p>
<p>A sucessão de imagens bem engendradas em cada poema forma uma espécie de pinacoteca da palavra, com predominância da cor azul. Mais lírica que sensual ou erótica. Há uma declarada relação do poeta com as artes visuais, considerou-se certa vez um “pintor frustrado”. Como afirmou o escritor Renato Carneiro Campos em seu ensaio Carlos Pena Filho: Poeta da Cor, nas mãos do poeta pernambucano “as vogais e as consoantes magicamente se transformavam em ornamentos coloridos”. E encerrou magistral palestra sobre Carlos Pena, reiterando o amor do poeta pela cor azul, “o homem quando foi à lua e avistou a Terra, disse: a Terra é azul”.</p>
<p>Na diversidade das paisagens alcançadas pelo poeta, uma se destaca, a Cidade do Recife. Quando ocorreu sua morte Jorge Amado escreveu: “Foi preciso que faltasses assim brusca e terrivelmente, para que compreendessem que eras o dono da cidade, que eras a cidade, sua infinita e complexa realidade”. Carlos Pena Filho, poeta da cor e do Recife, consagrou-se imortal pela força e beleza de sua poesia.</p>
<p><strong>Antônio Campos</strong> | <em>Advogado e escritor</em><br />
<a href="camposad@camposadvogados.com.br">camposad@camposadvogados.com.br</a></p>
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		<item>
		<title>Poema &#8220;Aniversário&#8221;</title>
		<link>http://www.antoniocampos.com.br/blog/poema-aniversario/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 01:48:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo do poema &#8220;Aniversário&#8221; de Antônio Campos.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo do poema &#8220;Aniversário&#8221; de Antônio Campos.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/usU2_rn4hd8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/usU2_rn4hd8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Artigo &#124; As enchentes e a solidariedade humana</title>
		<link>http://www.antoniocampos.com.br/blog/artigo-as-enchentes-e-a-solidariedade-humana/</link>
		<comments>http://www.antoniocampos.com.br/blog/artigo-as-enchentes-e-a-solidariedade-humana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 13:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos Contemporâneos]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[
As enchentes e a solidariedade humana 
Qual a semelhança entre um gari desempregado de rua e um médico? O que leva uma pessoa a sair de casa em uma manhã de folga do trabalho para carregar sacolas e cestas básicas? O que faz com que um morador de rua dedique dez horas de seu dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/1265745_762812292.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-194" title="Mãos unidas" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/1265745_762812292.jpg" alt="Crédito: Stock.XCHNG" width="542" height="196" /></a></p>
<p><big><strong>As enchentes e a solidariedade humana </strong></big></p>
<p>Qual a semelhança entre um gari desempregado de rua e um médico? O que leva uma pessoa a sair de casa em uma manhã de folga do trabalho para carregar sacolas e cestas básicas? O que faz com que um morador de rua dedique dez horas de seu dia ajudando pessoas tão pobres e sofridas quanto ele? A resposta é mais simples do que se imagina.</p>
<p>Recentemente, 69 municípios foram fortemente atingidos pelas fortes chuvas que passaram por Pernambuco, sendo 27 em estado de emergência e 12 em estado de calamidade. Os municípios de <strong>Cortês</strong>, <strong>Escada</strong>, <strong>Palmares</strong>, <strong>Barreiros</strong> e <strong>Catente</strong> são alguns dos locais que ficaram praticamente destruídos. O Governo do Estado criou pontos de apoio aos desabrigados e vítimas das enchentes, na operação reconstrução. As &#8220;embaixadas&#8221; – como foram chamadas &#8211; têm como objetivo prestar os serviços de maior urgência para as pessoas.</p>
<p>Mas o que realmente chama a atenção nas ações desenvolvidas pelas embaixadas é a quantidade de voluntários que trabalham diariamente. O Quartel da Policia Militar de Pernambuco, no Recife é o principal ponto de doação de materiais para as vítimas das recentes chuvas. Além dos funcionários do Estado, milhares de voluntários ajudam nessa luta pela sobrevivência. <strong>Aproximadamente 2,4 mil já se cadastraram como voluntários.</strong></p>
<p>Gente que perdeu a casa ou que tem parentes desabrigados. Pessoas que, muitas vezes, não tinham quase nada e perderam tudo. Ou, até mesmo, quem nada sofreu com as chuvas, unem-se por um mesmo objetivo: <strong>ajudar o próximo</strong>. É o caso do médico <strong>Paulo Santana</strong> e do morador de rua <strong>Airton Oliveira</strong>, que foram objeto de matéria jornalística publicada recentemente. Ambos têm dedicado boa parte do tempo trabalhando voluntariamente em prol dos desabrigados, apesar de fazerem parte de realidades tão diferentes – um conceituado cirurgião dos hospitais particulares do Recife e o outro, um gari desempregado que vive nas ruas da cidade desde 2000, os dois trabalham arduamente para que as doações cheguem o mais rápido possível nas mãos dos necessitados. <strong>São heróis anônimos.</strong></p>
<p>Em Palmares, por exemplo, cerca de quinhentas pessoas, dos quais trezentos são voluntários trabalham incansavelmente para ajudar as vítimas dessa verdadeira tragédia. A todo instante, caminhões e carros lotados de água mineral, roupas e alimentos descarregam na cidade. Onde outro grupo, com um número cada vez maior de pessoas, está a postos para receber, selecionar e dar destino às doações feitas por pessoas de todo o País.</p>
<p><strong>Em um momento como esse ajudar os que mais precisam é de fundamental importância.</strong> Pobre ou rico. Branco ou negro. Jovem ou idoso. O que realmente vale em situações como essa é o amor ao próximo. É através desse sentimento que nossa vida ganha mais sentido. Como disse o sem teto, Airton de Oliveira, ao ajudar os outros “a personalidade cresce”. <strong>Temos que praticar a solidariedade. Ela é a esperança em um cenário repleto de tristeza e desespero.</strong></p>
<p><strong>Antônio Campos</strong> | <em>Advogado e Escritor</em><br />
<a href="camposad@camposadvogados.com.br">camposad@camposadvogados.com.br</a></p>
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		<title>Notícias &#124; Lançamento de novo livro</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 21:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos Contemporâneos]]></category>
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O tempo não é mais que um momento, mas será eterno se for belo o gesto. Carpe Diem, como já disse o poeta Horácio.
Com o excesso de informação da wev em um mundo acelerado e entulhado, impõe-se a necessidade de uma espécie de edição do presente e o livro impresso é um grande parceiro nessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/SoCapaCarpeDiem.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-187" title="SoCapaCarpeDiem" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/SoCapaCarpeDiem.jpg" alt="" width="434" height="608" /></a></p>
<p>O tempo não é mais que um momento, mas será eterno se for belo o gesto. <em>Carpe Diem</em>, como já disse o poeta Horácio.</p>
<p>Com o excesso de informação da wev em um mundo acelerado e entulhado, impõe-se a necessidade de uma espécie de edição do presente e o livro impresso é um grande parceiro nessa construção.</p>
<p>Diálogos é a palavra-chave do mundo contemporâneo: entre artes, etnias, religiões, culturas.</p>
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		<title>Artigo &#124; José Saramago</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 20:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ant&#244;nio Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Antônio Campos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Brasil]]></category>
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JOSÉ SARAMAGO, A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS
Tive a oportunidade de ver há dois anos, no Instituto Tomie Ohtake, na capital paulista, a exposição José Saramago: a consistência dos sonhos. A mostra, que também foi exibida em países como Espanha e Portugal, reuniu cerca de 500 documentos originais do escritor apresentados através de recursos digitais e audiovisuais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Saramago.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-178" title="JOSÉ SARAMAGO" src="http://www.antoniocampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Saramago.jpg" alt="" width="585" height="364" /></a></p>
<p><big><strong>JOSÉ SARAMAGO, A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS</strong></big></p>
<p>Tive a oportunidade de ver há dois anos, no<strong> Instituto Tomie Ohtake</strong>, na capital paulista, a exposição <strong>José Saramago: a consistência dos sonhos</strong>. A mostra, que também foi exibida em países como Espanha e Portugal, reuniu cerca de 500 documentos originais do escritor apresentados através de recursos digitais e audiovisuais. Organizada pelo diretor da <strong>Fundação César Manrique</strong>, <strong>Fernando Gómez Aguilera</strong>, o evento contou com obras inéditas, traduções, manuscritos, notas, primeiras edições, fotografias pessoais e vídeos. Foi uma forma de comemorar os 85 anos bem vividos de Saramago. Uma bela exposição.</p>
<p>No ultimo dia 18 de junho, uma nota publicada pela <strong>Fundação José Saramago</strong> anunciou que o escritor português homenageado pela instituição morreu aos 87 anos. O intelectual faleceu por conta da leucemia que enfrentava há vários anos. No momento de sua morte, o autor de <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em> estava em casa junto da família no arquipélago espanhol <strong>Lanzarote</strong>, onde vivia desde 2003.</p>
<p>Conheci Saramago na minha adolescência, durante o segundo governo de <strong>Miguel Arraes</strong> em Pernambuco. O escritor era um dos integrantes da comitiva do presidente de Portugal na época, <strong>Mário Soares</strong>. Na ocasião, lembro-me que meu pai, o escritor <strong>Maximiano Campos</strong>, conversou longamente com <strong>Saramago</strong> e que <strong>Arraes</strong> &#8211; meu avô &#8211; foi presenteado por <strong>Mário Soares</strong> com uma litografia do pintor português <strong>Júlio Pomar</strong> com a imagem de <strong>Fernando Pessoa</strong>. Litogravura essa que também foi dada à <strong>José Saramago</strong>, que a expunha em sua casa. Hoje, guardo carinhosamente o quadro que herdei do meu avô lembrando dele, de Fernando Pessoa, de Saramago e de nossa ancestralidade ibérica.</p>
<p>O vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1998 ficou conhecido pela originalidade de obras como <em>Memorial do Convento</em>, <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em> e <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, livro através do qual conheceu sua segunda esposa: a jornalista e tradutora espanhola <strong>Pilar del Rio</strong>, que passou a se interessar pela obra de Saramago a partir da leitura do romance traduzido para espanhol <em>La Muerte de Ricardo Reis</em>. A jornalista afirmou que ao terminar de ler o clássico se sentiu bastante emocionada e “chorou compulsivamente”. Foi então que ela resolveu procurar o escritor para agradecer o livro e a emoção que sentira ao lê-lo. Nasceu assim uma relação de amizade, que aos poucos deu lugar a uma relação sedimentada e em 1988 se tornou um casamento construído com a mais intensa cumplicidade. Viveram juntos uma grande história de amor. Ouso dizer que Saramago ao viver o amor maduro com Pilar del Rio, de certa forma, conheceu a grande energia de Deus, embora a negasse.</p>
<p>No dia em que o falecimento do português completou sete dias, a escritora e atual diretora da <strong>Casa Fernando Pessoa</strong>, Inês Pedrosa, que esteve na edição da Fliporto 2009, juntamente com a viúva de Saramago criaram um evento em memória do autor. Através da leitura coletiva do clássico <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, centenas de pessoas puderam recordar Saramago. O mundo ficou um pouco mais cego e triste com a morte de Saramago. Contudo, a consistência de seus sonhos por um mundo mais livre e justo permanecerá, através da força e beleza de suas palavras: <strong>&#8220;Olho de cima da ribanceira a corrente que mal se move, a água quase estagnada, e absurdamente imagino que tudo voltaria a ser o que foi se nela pudesse voltar a mergulhar a minha nudez da infância, se pudesse retomar nas mãos o que tenho hoje  longa e húmida vara ou os sonoros remos de antanho, impelir, sobre a lisa pele da água, o barco rústico que conduziu até às fronteiras do sonho um certo ser que flui e deixei encalhado algures no tempo.&#8221;</strong></p>
<p><strong>Antônio Campos</strong> | <em>Advogado e Escritor</em><br />
<a href="camposad@camposadvogados.com.br ">camposad@camposadvogados.com.br </a></p>
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