A gestão de Lupércio é de continuidade

1. Após 6 meses de gestão de um governante, é praxe da política se fazer uma
avaliação inicial de uma gestão.
2. A gestão de Lupércio não apresentou um plano para a cidade de Olinda e está aplicando o PPA – Plano Plurianual do Governo Renildo Calheiros, que poderia e deveria rever, com novas metas e prioridades, sendo uma continuidade de sua gestão, da qual preservou quase 300 empregos vinculados ao PCdoB.
3. Demorou a mostrar a situação que encontrou as finanças da cidade e não se tem notícias de uma providência que tenha tomado quanto ao descaso encontrado, o que caracteriza a aludida continuidade.
4. A Prefeitura de Olinda está no limite prudencial do gasto com pessoal (52,8%, dados de abril), no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não tendo atualizado os dados dos meses de maio e junho, até a última quinta-feira, podendo já ter chegado a 54%. Se considerar terceirizados, que entram na rubrica de custeio, onde colocou funções como merendeiras, entre outras, certamente ultrapassa tal limite, que é de 50%, o que pode inibir as
transferências voluntárias de recursos federais. Nomeou 100% dos cargos
comissionados, não enxugou a máquina pública, o que faz faltar dinheiro para
setores essenciais à população. Governa na velha política, não tendo feito uma
reforma e um enxugamento da máquina pública, que tinha prometido reduzir em até 30% para investir mais em saúde e educação, o que é marca das gestões modernas e comprometidas com a mudança.
5. A saúde continua na UTI. Dos 33 postos de saúde, 20 estão sem médicos,
fazendo um rodízio, que não funciona. No primeiro quadrimestre, gastou 12,8% com saúde, quando deveria gastar 15%. Uma máquina pública lotada, realmente, faz faltar recursos para a saúde.
6. A escola do Professor Lupércio não anda bem. Olinda está na 172ª posição no IDEPE e na 5ª pior posição no IDEB nas cidades da sua faixa populacional.
Educação não está sendo prioridade. Quanto a contratação da merenda, em
forma emergencial, é objeto de investigação no Tribunal de Contas do Estado.
Não é crível que uma cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade
não faça da educação uma prioridade.
7. Quanto aos alagamentos, não tem uma proposta estruturadora para a cidade e principalmente para o urgente desafio da Presidente Kennedy, limitando-se a Prefeitura a ações paliativas de limpeza, que se tornaram inócuas com as chuvas do inverno. O canal do Fragoso está sendo tocado essencialmente, com muito atraso e interrupções, pelos Governos Federal e Estadual.
8. Ainda não prestou contas dos 9 milhões gastos com o carnaval, sendo 2 milhões dos cofres de Olinda e 7 milhões de patrocínios. Apresentou a prestação de contas fora do prazo à Câmara Municipal do carnaval em forma de relatório genérico, em 09 de maio, quando seria em 30 de março, que a devolveu à Prefeitura com pedidos de informações complementares, que ainda não foram prestadas.
9. Faltam iniciativas e esforços para a preservação do Patrimônio Histórico
ameaçado (vários monumentos continuam interditados) e uma política arrojada de segurança pública. Não trouxe nenhuma iniciativa significativa para a geração de empregos.
10. Olinda precisa de gestão e de mudança de verdade. A oposição estará vigilante e espera as atitudes cabíveis dos órgãos de controle.

Olinda, 16 de julho de 2017.
Antônio Campos

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